segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Maratona de Berlim - Um treino de 4 horas!


LONGÃO - o ultimo da série!



Neste 30 de agosto realizei meu ultimo “longão”. “Longão” é o treino que se faz para habituar o corpo a permanecer um tempo longo em movimento. O Da Silva me “receitou” 4 horas de duração para esse treino, com a expectativa de correr em torno de 36km. Importante lembrar que neste tipo de treino mais importante do que a distância percorrida conta a sua duração.

Convidei dois grandes amigos e maratonistas para me acompanhar neste dia, Alberto e Daniel. Sem eles jamais teria conseguido realizá-lo, pelo menos como eu realizei. O Daniel, gentilmente, com competência e sobretudo como um severíssimo técnico(coach), se encarregou de monitorar o meu ritmo: 6 minutos e trinta por 1km. Confesso que não consegui manter este ritmo, principalmente nos últimos 10kms, o que o fez voltar com muita freqüência e me chamar, com ar severo, para entrar no “seu” ritmo.

Eram 6 horas da manhã desse domingo quando já estávamos nos alongando no Parque Taquaral. Depois saímos pela parte interna do parque e fizemos uma longa volta por terra, grama e paralelepípedo, além do bosquinho, pra captar um pouco de frescor e de oxigênio. Só aí já foram perto de 6kms. A seguir o trecho da Arautos com seu oito, seguindo por fora do parque e em seguida em direção à Fazenda do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), entre o Tapetão e a Estrada dos Amarais. Um dos melhores e mais práticos lugares para esse tipo de atividade. Pela parte interna da fazenda fomos seguindo praticamente o seu perímetro, entre um pouco de asfalto, grama, muita terra, trechos cobertos de folhas de árvores e capim. Uma variedade enorme de tipos de pisos, além de um pouco de sombra e locais para conseguir água. Terminada a volta da fazenda ainda fizemos mais uns 5km por lá, para sobrar menos tempo de treino, para a região do parque do Taquaral, onde o sol certamente estaria bem menos clemente.

Retornando ao parque, fizemos o mesmo caminho de ida, pela Arautos e os 20 minutos que ainda faltavam, foram consumidos, a duríssimas penas, com uma volta pela pista interna do parque. 4 horas e 49 segundos foi quando atingimos o ponto de partida, que quando iniciamos(6 horas da manhã) só haviam uns “gatos pingados” e agora, pouco mais de 10 horas da manhã, um mar de gente.

Correr é muito bom, porque melhor ainda é chegar.

Antes doía a sola do pé, o calcanhar, os joelhos, os cotovelos, panturilha, etc. mas a alegria da chegada, um potentíssimo anestésico, tem o poder de fazer dessas dores uma quase curtição. Foi nesse momento que tive a consciência, nítida, cristalina, de que irei conseguir concluir a minha primeira maratona. Todos os meus pontos fracos, joelho, calcanhar, sola do pé esquerdo, se manifestaram durante esse treino, mas de maneira decente, o que me dá a plena convicção de que eu tenho os fundamentos para encarar o desafio da maratona: 42km e 195mts e algo como 5 horas de tempo!

Foi para ter essa resposta que fiz tudo isso, com a ajuda imprescindível de meus dois amigos, a quem agradeço de coração!


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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Maratona de Berlim - Os benefícios


Benefícios inquestionáveis da corrida:
- disciplina - respeito de horários quando os treinos são em grupo, respeito do compromisso consigo mesmo quando existem objetivos ou metas a serem atingidos.
-alimentação mais saudável - maior atenção na ingestão de alimentos, sabendo-se das implicações tanto no aumento de peso quanto do conforto durante um treino ou corrida.

-disposição – no trabalho e nas demais atividades do cotidiano, com um corpo exercitado a disposição é muito maior para qualquer tarefa.

-saúde – enumerando apenas os mais evidentes:
-melhoria na circulação sangüínea fazendo com que o sangue chegue até as extremidades (mais remotas).
-oxigenação de todo o organismo, inclusive do sistema linfático e com isso a eliminação das toxinas.
-reforço ( enrigecimento ) dos sistemas muscular e ósseo retardando ou mesmo eliminando a flacidez e a osteoporose, até mesmo quando se avança na idade.
-etc.

-perda de peso – a principal razão é a perda de calorias mas existem inúmeras outras razões que levam a isso, como por exemplo o fato de se passar a dar mais atenção ao corpo.

-injeção de ânimo – algumas razões:
-aumento da estima pessoal, em razão de pequenas vitorias sobre si mesmo, a cada dia.
-bem estar resultante das reações que o exercício provoca no corpo e na mente, com a liberação de endorfinas e outras substâncias.
-maior conhecimento do próprio corpo como resultado da maior atenção, principalmente naquelas partes das quais depende um bom desempenho, como pernas, pés, panturrilha, braços, musculatura, etc.

-os iguais se atraem (quem disse que os opostos se atraem? - a água dos rios, por acaso, corre para o deserto? Ou para o oceano?) - formam-se as tribos daqueles que prezam pelo bem estar,pel a saúde, pelas comemorações e com o tempo os grandes eventos: São Silvestre, maratonas, blogs, comunidades etc.

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domingo, 23 de agosto de 2009

Maratona de Berlim...milagres da corrida!




Vamos chamar de pequenos milagres dos esportes em geral e da corrida em particular. Seguem algumas dicas, não conselhos. Dicas de ações que funcionaram pra mim e que, pelo fato de sermos da mesma espécie e raça (além de partilharmos da mesma paixão, correr), tudo leva a pensar que irá funcionar pra você tambem.

Uma escola de vida

Começo com uma bela história ou melhor com a historia de um homem, Kurt Hahn. Esse educador alemão, que passou a maior parte da sua vida na Inglaterra, observou que na volta dos navios de guerra (Segunda Guerra Mundial) eram sempre os soldados mais jovens que não voltavam vivos. Ele deduziu que, pela pouca experiência, eram os primeiros que desistiam de lutar e...de viver! Nascia a "Outward Bound" cuja primeira sede foi no estuário do Dovey, no Pais de Gales, na cidade de Aberdovey, com a sua "Sea School", onde tive a grata satisfação de estagiar por 4 dias, em 2001. Hoje são dezenas de centros em todo o mundo(veja video no final-espere carregar) inclusive no Brasil (http://www.obb.org.br/), que pregam "o amor, amor e a curtição da vida, o amor das pessoas e o amor do planeta, onde temos o privilégio de viver". "Abraçar o desafio, ir além da expectativa, aprender com a experiencia, realizar o seu potencial...para si e para um mundo melhor. Desafie-se. Mude o seu mundo". Outward Bound contribui para o desenvolvimento pessoal com o aprendizado "experiencial" em atividades ao ar livre.

Ampliar os seus limites

Na atividade esportiva a pessoa tem a oportunidade de ampliar a sua zona de conforto. Na corrida, aprende-se a tolerar o desconforto que, simbolicamente, ajuda a melhor viver as dificuldades, tanto no ambiente familiar quanto de trabalho.
As "dicas" virão no próximo post.

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Video institucional da Outward Bound - público


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

That Piano...............ouça!

James Blunt - Goodbye my lover
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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Maratona de Berlim – Porque Berlim?


As cinco maiores maratonas

Por ser a primeira, achei melhor escolher logo a mais “fácil”! Na Maratona de Berlim é onde os recordes normalmente são batidos e por duas razões: a primeira porque o circuito é quase todo plano e segundo as condições meteorológicas costumam ser muito boas, com boa umidade e temperaturas amenas. Posso citar ainda uma outra razão: o glamour de participar de uma das cinco maratonas de maior prestígio no circuito das maratonas no mundo. As outras são: Nova York, Chicago, Londres, Boston e Berlim e compõem o chamado circuito WMM (World Marathon Majors).
Em 1998 um brasileiro (o único até hoje) Ronaldo da Costa, ganhou essa prova, com 2h06’05”e as três últimas foram ganhas pelo recordista mundial, o etíope Haile Gebrselassie, com 2h03’59” na de 2008.
A 36ª edição da Maratona de Berlim será realizada no dia 20 de setembro, pelas principais ruas e avenidas da capital alemã. Em 2008 o evento contou com participação de 40 mil atletas, oriundos de 107 países e teve vitória feminina de Irina Miktenko, com o tempo de 2h19min18.
A Maratona de Berlim contempla o campeão com o prêmio de 500 mil dólares.

Um pouco de história

Em seus 36 anos de existência, a Maratona de Berlim se confunde com a história das corridas de rua, já que em 1974, data de sua primeira edição, 286 atletas participaram numa pequena rua próxima ao estádio do clube organizador, o SC Charlottenburg Berlin. Os vencedores na época foram Günter Hallas (2h44min53), que ainda corre a prova nos dias de hoje e Jutta von Haase (3h22min01).
Mais números: um milhão de pessoas é o publico esperado, no meio de mais de 60 grupos musicais, mas não foi sempre assim. No seu inicio os organizadores (Horst Milde e seus amigos do SC Charlottenburg) tiveram que correr atrás de autorizações dos responsáveis pela cidade, americanos, ingleses e franceses. No outono de 1989 a historia mudou com a queda do Muro. Uma nova era começava, promovendo a fraternidade universal entre homens e mulheres, de todas as culturas e de todas as origens, nesse esforço esportivo único que é a maratona. Em 1990 mais de 15 mil atletas pela primeira vez celebraram os ventos de liberdade transpondo, sem medo, o muro da vergonha.

A 36a. Real Berlin Marathon

Hoje a Maratona de Berlim utiliza as largas e planas avenidas, tanto a leste quanto a oeste de Berlim, para chegar a Porta de Brandeburg, símbolo da reunificação alemã. Com uma organização sempre impecável essa corrida atrai um publico numeroso e entusiasta.
No dia 20 de setembro estarei lá, orgulhoso por estar tão perto dos melhores e sobretudo muito feliz por estar lá. Sei que muitos, mas muitos mesmo, por sinal, bem melhores que eu, por “n” razões não poderão estar lá...é em nome deles também que irei fazer o melhor que puder.


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domingo, 16 de agosto de 2009

Maratona de Berlim – Treinamentos com técnica ajudam


Hoje, domingo, foi dia do conhecido “longão”. Às sete da manhã, Paulo, Daniel e eu no Parque Taquaral. Começamos com uma volta interna, que durou perto de 50 minutos, a seguir na parte externa incluindo Arautos e direção a Fazenda Santa Elisa do Instituto Agronômico. No interior da fazenda existem diversos tipos de piso, do asfalto, passa por terra e muita grama. Poucas subidas. Ideal para um “longão”. No retorno, novamente via Arautos, uma ultima volta na parte interna do parque, para completar os 30kms, programados, realizados em pouco mais de 3 horas. Corre-se o “longão” para habituar o corpo a permanecer um longo tempo correndo. Aqui a velocidade não importa muito e nem mesmo a distância.

Valeu o teste
Foi um teste excelente para confirmar que as coisas estão caminhando na boa direção, já que não houve nenhum problema além do cansaço. Joelho, calcanhar e mesmo a planta do pé, reagiram bem, o que significa que o trabalho que está sendo feito em academia está funcionando bem.
Resta agradecer, aos amigos Paulo e Daniel, que gentilmente “madrugaram” neste domingo, para me acompanhar nesse treinamento.
Boa Semana a todos

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sábado, 15 de agosto de 2009

Maratona de Berlim - Importância de objetivos bem formulados


Diferenças Culturais


É sabido que nós sul-americanos, diferentemente do europeu, temos uma certa dificuldade em planejar, em “seguir o livro”, em ter uma agenda. Existem várias teorias para explicar isso. Uma, por exemplo, distingue o “tempo anglo-europeu” do “tempo arábico”, este ultimo englobando, além de países árabes, o sudoeste asiático, etc. Nós, que pertencemos à segunda categoria, vivemos mais no presente. Já os primeiros, que costumam enxergar passado e futuro sobre uma linha à sua frente (da esquerda para a direita), via de regra, conseguem visualizar melhor o futuro e assim fazer planejamentos.


Identificação do objetivo


Como já escrevi anteriormente, identificar e definir um objetivo, é o primeiro passo, para um bom planejamento. Alguns critérios são fundamentais na definição de um objetivo, sem o que, corre-se o risco de se perder durante o processo.
O simples fato de escolher a maratona que irei correr, faz com que diante de todo e qualquer calendário que tenha nas mãos, percebo o olhar se direcionando para a data de 20 de setembro(quando ela irá ocorrer). Assim como Berlim, passa a ter no meu inconsciente, um significado diferente do que teve até agora.


Frase afirmativa


Focar no que se quer e não, no que não se quer, é uma maneira de “enganar a mente”, que não entende a negativa. Não acredita? Você conhece os dez mandamentos, claro. Diga então qual é o nono mandamento*. Em que você pensou?
Quando se fala em foco, fala-se em concentração, em direcionamento de energias. A energia segue o pensamento. Do mesmo modo que com uma simples lente (e a ajuda da luz solar)se consegue provocar fogo em uma folha de papel, tamanha a energia concentrada, quando o objetivo está definido com absoluta precisão, evita-se perda de energia (ruídos) garantindo um resultado mais rápido e mais consistente. Isto é válido para qualquer área: trabalho, esportes, lazer, etc.


O Poder da atração


Por fim existe uma qualidade, que é um verdadeiro “turbinamento” de nossas ações: quando alguém, que tem objetivos, claros e precisos, se coloca em ação, existem duas forças que surgem e que se opõem: uma atrai(como um ímã) tudo que diz respeito ao objetivo e a outra, elimina do caminho, tudo que pode dificultar o avanço em direção ao que se quer. Algumas pessoas têm inclusive uma sensação quase física, cinestésica, desse evento: é um pouco como se aquilo que não faz parte de seu objetivo, ao entrar em contato com sua pele (escorregasse ou ricocheteasse) e repartisse em direção ao espaço. Isso é o resultado do aumento do poder de concentração. Confesso que no meu caso, vivo isso todos os dias ou mesmo várias vezes ao dia. Não constitui exagero afirmar que “respiro” corrida, tamanho o envolvimento com o meu objetivo de correr essa maratona.


Exercer o controle durante o processo


Outro critério mencionado, diz respeito ao grau de controle da situação. Imagine que um gerente coloque como objetivo atingir certo volume de vendas, desde que a sua chefia lhe dê apoio. Dificilmente ele terá sucesso, no mínimo porque ele já preparou a desculpa em caso de fracasso! Toda corrida de rua, acontece “na rua”, portanto sujeita às intempéries, o que é algo que foge ao nosso controle. Assim, para compensar, os treinamentos acontecem com qualquer tipo de tempo.
Outra etapa é a busca por recursos, no seu sentido mais amplo, que compreende pessoas, modelos, estudos, tempo, equipamentos, etc. A distribuição desses recursos, levando-se em conta a duração do projeto, é de suma importância. Planilhas de corrida, treinamentos diversificados, ajuda de outras pessoas como familiares, viagens, etc.
Um objetivo bem formulado discrimina as etapas de sua execução com metas intermediárias, também chamadas de metas de processo, onde os passos se sucedem de tal modo que se saiba, a todo instante, se está havendo progresso ou não. Nenhum piloto coloca a aeronave no piloto automático e a esquece; pelo contrário precisa sempre haver correções, adaptações, que fazem com que se possa chegar com precisão ao destino.


A Ecologia do objetivo


Por fim e não menos importante, é necessário verificar aquilo que se chama de “ecologia” do objetivo. Quando se assume o compromisso de realizar algo é comum ter que fazer opções que implicam em renuncias. Existe o que poderia ser chamado de efeitos secundários. Se trabalhar 12 horas por dia, para ganhar muito dinheiro e dar mais conforto à família, em um primeiro momento parece elogiável, quando se analisa sob o ponto de vista da ecologia pode ser um desastre: se para ficar essas 12 horas trabalhando, o pai só vê os filhos nos finais de semana, por exemplo. Certamente não é a esse preço que os filhos desejam mais conforto! Para uma maratona a preparação é sempre longa, desgastante, exige muita dedicação e um equilíbrio bastante severo. Felizmente existem mais efeitos secundários positivos de que negativos, como um equilíbrio alimentar por exemplo.
No momento me encontro, posso dizer, na reta final, com quatro treinos e três dias de academia, por semana. Faltam exatos 35 dias para o corredor de número 33352(quardem bem!), possivelmente, com uma bandeirinha do Brasil, logo abaixo, na Strasse des 17. Juni.


List of participants
Bib Name Team Year Event
33352 Avila Neto, Wenceslau Cuca Fortitech 1949 42,195 km Lauf




*Não desejar a mulher do próximo. É certo que, se no tempo de Moisés existisse o movimento feminista, esse mandamento teria sido mais abrangente!


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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Maratona de Berlim – Susto sim, Pânico jamais!

Quem ama, não judia!

Você confiaria o seu joelho a um residente, em um sábado de manhã?
Não, não confiei, preferi uma solução mais conservadora!
Explico melhor. No final da tarde da sexta feira meu pé esquerdo doía muito. À noite perdi o sono: o artelho menor do pé esquerdo estava tão enrijecido que parecia que ia quebrar. Não dormi: vi meu sonho de fazer a minha entrada para o grupo dos maratonistas se desfazer como um castelo de areia, que se desmancha na chuva, tal qual uma árvore no final do outono, folha por folha, até não sobrar mais nada ou ainda, um boneco de gelo, em pleno sol de meio dia!
Nos quinze dias anteriores havia feito em torno de 100km de treino, além dos exercícios na academia, três vezes por semana. E mais: comecei a usar um tênis novo havia menos de dez dias. Resultado: o nervo do artelho mencionado simplesmente não resistiu, pediu arrego!


O Valor da confiança


Que alívio ouvir do meu treinador-coach (e salvador), Da Silva, lá pelas 12 horas do sábado a frase milagrosa: - faça exatamente isso e na terça feira você estará correndo novamente! Mudou o meu astral e salvou o meu final de semana.
Na tal terça feira já corri os 50 minutos como consta em meu planejamento e hoje, quarta feira, fiz os exercícios normalmente na academia.
Lição I: é muito provável que, no sábado, se tivesse recorrido a um ortopedista, na melhor das hipóteses, teria saído do consultório com um pedido de RX e não com uma solução tranqüilizadora para o meu caso.
Lição II: as soluções caseiras ainda não deram a sua ultima palavra. Será que darão um dia?

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sábado, 8 de agosto de 2009

Maratona de Berlim - Tributo ao Corredor


Ao entrar às pressas de um treino, o pai se depara com o pimpolho de três anos. Vendo-o, suando por todos os poros, o garoto pergunta ao pai: - Pai, porque quando você corre você fica tão suado e do trabalho, que você demora muito mais, não fica? A esposa que estava por perto e que não é lá muito solidária com a paixão do marido arremata: - as corridas pagam bem mais do que o trabalho!
Vamos deixar no ar a resposta do pai.
Correr é sem dúvida uma opção e, difícil é parar, depois que tiver começado. As razões para correr são inúmeras. Já vi inclusive uma lista de 42 razões para se correr uma maratona: uma para cada quilômetro!


Vencedor do inútil


Com o tempo, o corredor se transforma em um herói, pelo menos para ele mesmo. Um herói solitário, vencedor do inútil, que preza muito o seu coração fiel, afinal são no mínimo 35 mil batimentos, em uma única maratona!
Corredor é um narcisista incorrigível, para quem o próprio corpo é uma fonte inesgotável de prazer e por isso ele venera cada membro, cada músculo ou a menor de suas veias. O corredor quase sempre sabe conversar com seu corpo. Essa viagem para dentro de si, começa já nos primeiros treinos, nas primeiras dores, nas primeiras câimbras - é quando ele toma conhecimento do emaranhado de “peças” que compõe a sua “máquina”. E essas “peças” costumam doer. Cada uma tem o seu momento. No início isso é mais perceptível.
Correr 40 kms é muito mais do que dar 40 mil passadas, é orquestrar e coordenar o trabalho de milhares de órgãos, membros, ossos, vértebras, afugentar as dores, a sede, distrair a mente para que ela continue a tocar a musica que faça vibrar em uníssono todas as energias em busca do resultado: chegar bem!


Felicidade x Bem estar


Pode parecer paradoxal mas o que o corredor busca, é o bem estar. Bem estar não é a mesma coisa que felicidade, felicidade nunca acaba, mas também nunca chega, já o bem estar você sente quando nada mais incomoda, nem perturba, ele acontece quando se deixa de querer algo diferente daquilo que se tem naquele exato momento. Um fluir que se encontra entre a escala do prazer do relaxamento e a energia do êxtase. Ele evolui no mesmo ritmo em que busca o oxigênio, flui como se respira. O corredor, no auge da comunhão entre corpo e mente, se sente cavalgando aquela onda que nunca quebra, como se encontrasse a nota perfeita na plasticidade da passada que o faz avançar. Quando ele atinge esse estado, o tempo, que é algo externo, não lhe interessa, uma vez que ele só tem olhos para o que acontece durante a sua viagem interior. Assim, o corredor é também um místico, no sentido de, ao transcender, ele promove a união pessoal com o seu Ser superior.
A expressão de dor no rosto do corredor já não é mais sofrimento e sim sinal de superação! Como o poeta “ele finge que não é dor, a dor que deveras sente”.


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Maratona de Berlim: a gripe está instalada, e agora?


Alguns corredores, mesmo sem estarem 100%, ainda continuam com seus treinamentos. Pela primeira vez me deparei com essa situação. Sem perder de vista meu objetivo maior, deduzi que a minha decisão de praticar esse esporte foi puramente pelo prazer de correr. Assim, existiria uma certa, digamos, incongruência em me forçar a correr quando o corpo só pede cama. Antes de decidir, ainda fui além, uma vez que entendo que essa decisão pode parecer muito fácil e colocar em perigo outras situações no futuro. Recorri a um dos muitos pressupostos que utilizamos na PNL (Programação Neuro-Linguistica) que diz “mais do que o que nos acontece, importa o que fazemos com o que nos acontece”. Pronto.

Quando a cura vem de dentro

O que posso fazer com o que está me acontecendo neste instante? Em primeiro lugar comecei a observar os fenômenos que ocorrem comigo. O corpo dispõe de defesas que o protege das doenças. Fico então imaginando o combate ferrenho que se trava, neste momento, entre as células boas e as células más. O meu Quartel General, o cérebro, deve estar extremamente comprometido com todos os acontecimentos em seu território: montando estratégias, distribuindo funções e recebendo os feedbacks. Começo a entender que sobrecarregá-lo com mais uma incumbência que o esforço exige, seria desviá-lo de funções mais urgentes e importantes: a minha sobrevivência. Pelo contrário vou me dedicar a auxiliá-lo em sua luta, tomando bastante líquidos, comendo frutas ou seja, fornecendo a energia necessária para este enfretamento de vida ou morte. Morte é quando as células boas perdem a batalha e neste caso a batalha é também a guerra!

Cuide bem de seu corpo nos primeiros 50 anos, que ele cuidará bem de você nos outros 50!

Basta entender este raciocínio para compreender a importância de ter um corpo forte e equilibrado. Muitos, nessas ocasiões fazem uso de medicamentos. Em condições normais, não é o meu caso, uma vez que o medicamento, além de atacar apenas a causa, funciona enquanto ele estiver no organismo.
Bom senso, equilíbrio, conhecimento e respeito de si próprio. É tudo muito simples, basta lançar o olhar para dentro de si e atender o que o corpo pede.

Muito em breve retornarei aos treinamentos.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Maratona de Berlim: Plano de Ação – Introdução


O grau de importância de um projeto, mais do que seu tamanho, é o que define a necessidade de um planejamento mais ou menos elaborado. Os projetos pessoais não fogem a essa regra.
No Plano de Ação estarão descritas as etapas a serem seguidas, até que se atinja o objetivo final do projeto, como em qualquer outro ambiente, seja ele, corporativo, familiar ou pessoal. No meu caso trata-se, antes de tudo da confluência de várias etapas percorridas até agora e que, muito gostaria de ver coroadas com o sucesso desse empreendimento.
Correr essa maratona será o melhor presente que poderei me oferecer, ao completar seis décadas, uma idade onde muita coisa muda, até mesmo a minha posição nas filas de atendimento ou nos custos de inscrição para corridas! Afinal agora já sou um protegido do “estatuto” do....idoso!
Um Plano de Ação compreende em primeiro lugar a identificação do objetivo a ser alcançado. Nesta caso, participar de uma maratona. Ele precisa, em primeiro lugar, ser formulado de maneira afirmativa: “eu vou participar da Maratona de Berlim, edição 2009”. A seguir, é fundamental que eu defina de maneira muita clara aquilo que eu me proponho a fazer, como por exemplo: “correr e concluir a Maratona de Berlim, edição 2009, em até 4h40”. Outra etapa fundamental, na escolha do objetivo é saber se aquilo que proponho fazer está inteiramente sob o meu controle, além de definir os recursos de que irei necessitar. Falta ainda definir as normas que me permitam saber se estou progredindo ou não e por fim preciso levar em conta a ecologia do meu projeto ou seja qual o custo do empreendimento para a minha pessoa e para as demais com quem me relaciono.
Observadas essas etapas meu projeto tem mais chance de ser bem sucedido.
Por ser um assunto instigante e de grande utilidade, em muitos outros campos, inclusive profissional, vou ter a oportunidade de explicar melhor cada uma dessas etapas nas próximas páginas.
Cordial abraço.
“Renascer para uma vida melhor”

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Maratona de Berlim - A Meta

Dizer de maneira afirmativa o que se quer é um importante passo para o sucesso do que se propõe a fazer. Em meu projeto de correr a 36a. Maratona de Berlim, na Alemanha, houve um momento, cuja localização no tempo não é muito precisa, em que eu verbalisei ou elaborei em minha mente a idéia de participar desse evento esportivo.
Para ter certeza disso eu falei para mim mesmo: eu vou correr a 36a. Maratona de Berlim. Desde então o que fiz foi abrir meus olhos para tudo, no meu cotidiano, que se relacionasse com a minha meta. Toda a minha energia passou a ser concentrada naquilo que pretendo realizar, que é correr uma maratona.
Certo dessa insubstituivel contribuição, para a realização de meu projeto, que é o foco, eu vou agora dar mais vida, colocar cores e outros atrativos, na imagem da minha pessoa atingindo esse objetivo. Quanto maior for a intensidade e a atratividade desse foco, maior será a minha motivação para o seu atingimento, a tal ponto que começo a ver tudo à minha frente, exclusivamente em função dele.
Sinto que isto já está acontecendo uma vez que nas mais simples atividades de meu cotidiano, até mesmo sentado à mesa, para uma refeição, não raro me vejo me perguntado se aquilo que vou comer servirá de algum modo para o meu objetivo.
Como é bom acordar, em um domingo às 7 horas da manhã, para ir correr um "longão" ( corrida moderada de no mínimo uma hora de duração) por saber que estarei exercitando a minha capacidade de tolerar longos periodos de esforço em uma pista.
Afirmar o que se quer e acreditar no que está sendo dito é, no mínimo 50%, de garantia de se poder chegar lá. Um ponto de vista muito pessoal, que tem me ajudado a conseguir o que quero.
Tenho plena consciencia de que não existem atalhos para os lugares onde vale a pena ir, então optei por viver intensamente cada instante da busca pelo meu objetivo.
Sempre quando retorno de um evento esportivo me perguntam se ganhei e invariavelmente minha resposta é sempre afirmativa, porque ao concluir uma corrida, mais importante ainda de que atingir o objetivo, importa-me o que eu me torno atingindo esse mesmo objetivo.
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